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* Por Chico Garcia
Amigos, amigas, democratas, blogueiros e leitores, eu irei vos contar como quase me tornei um
republicano do alto escalão.
Bar do Seu Zé. São Paulo, Brazil -
September 30th. 21:13am local time
Tudo começou quando estava no boteco com meu amigo Tiago Marconi (em campanha política
baiano é autoridade) e confessei nunca ter tido tanto a sensação de que o marketing
tinha adquirido uma sobre importância perigosa, na política e no futebol.
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por Zé Pedro Fittipaldi
Esse projeto de martelo agalopado foi composto à luz da inspiração que os grandes
repentistas nordestinos de São Paulo despejaram sobre mim recentemente, por ocasião de um
projeto cinematográfico da 13 Produções de lançamento previsto para o
começo de 2009.
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por Tiago Marconi
(quase todo o photoshop: Caio Polesi)
O texto do companheiro de zaga Chico Garcia, publicado no início de maio, ao contrário do
que o número de comentários pode dar a imaginar, teve enorme repercussão no meio
acadêmico. Como era minha vez de escrever e andei muito ocupado com trabalhos e com o
Corinthians para poder refletir sobre futebol de maneira lúdica, inteligente e que cative o
leitor (ou os leitores, contando comigo), resolvi apenas resumir um pouco das ponderações
de alguns intelectuais com muita circulação nas instituições acadêmicas do
mais alto grau etílico do país.
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Por Chico Garcia
Lá pelos longínquos mil quinhentos e setenta e tantos, a vida era uma difícil e doce
sucessão de tragédias.
Se não havia guerra, os tediosos tempos de paz eram meses em que se precisava viver
intensamente, livre para experimentar todo o gosto da fruta (prato cheio para as epidemias e
doenças venéreas).
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por Zé Pedro Fittipaldi
Naqueles velhos tempos, naquele lugar estreito, o que movia a vontade dos homens era o cheiro doce
de damas como Laís, a mais famosa dentre as muitas mulheres da difícil vida fácil da
Antigüidade; vinha-se de muito longe comerciar e, por quê não, gozar os prazeres de
zona portuária do istmo.
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por Tiago Marconi
E Ronaldo conseguiu. De novo.
Onde estava Ronaldo em 2010?
Seu último drama começou em 2008, entre a vergonhosa copa de 2006 e aquela que fez a de 2006Â
parecer razoável, 2010. Na primeira delas, o fiasco do quadrado mágico, do time baladeiro,
vaidoso e gordo de Parreira.
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Por Chico Garcia
Os motivos de uma tragédia são sempre bestas: não cabem numa nota de jornal, chateiam em uma
crônica e poucos valem um romance.
Muito mais importantes são os fidedignos relatos da memória do povo, de todos os sambistas
anônimos, andarilhos fugazes e testemunhas sóbrias que ali estavam, pois ninguém jamais vai
esquecer aquele São Jorge.
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por Zé Pedro Fittipaldi
Foi um torneio estrambótico do começo ao fim. Nunca houvera nem jamais houve desde então
tanta coisa incomum em 3 semanas de futebol.
A Iugoslávia estreou devagar mas voltou do intervalo rasgando, pra guardar 3 num time suÃço que
na próxima partida arrancaria um empate do Brasil aos helveticamente marcados 88 minutos.
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Certa madrugada, perambulava eu, àquela altura já sozinho e bastante alccolizado, pelas ruas
paulistanas, rumo a minha casa. Para quem gosta do esporte, sabe que é preciso fazer uma escala
volta e meia, para reabastecer. Uma porta me pareceu convidativa e, após tropeçar num cachorro
que quase me mordeu, vi-me num legÃtimo pub, penumbroso e enfumaçado.
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Descobri que a campanha de Barack Obama tem um aliado sobrenatural. Tramando pela vitória do
senador de Ilinóis está ninguém menos do que a perturbada alma do velho Barbosa, um dos grandes
jogadores da história do Brasil.
Sei disso porque, recentemente, depois de ouvir um conhecido de longa data afirmar ceticamente que
não há mais racismo no futebol brasileiro, visitei o terreiro de vovó Candinda e invoquei o
espÃrito do injustiçado arqueiro da Copa de 50.
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O futebol anda cada dia mais [aquele chavão sobre aquilo que o futebol cada dia mais anda].
A primeira é um caminhão e a segunda o seu baú e se tem uma coisa que o futebol não é mais, é
[isso, parafraseado].
Mas ter passado a [hora do jogo] do [dia da semana] em [lugar onde assistiu o jogo], me fez [ver ou
sentir, a depender da pretensão de objetividade] que [primeira pitada de esperança].
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Caro folião,
Enquanto outros paÃses se perguntam como a oitava economia do mundo se dá ao luxo de cinco dias
ininterruptos de festa, nós brasileiros não perguntamos nada (principalmente porquês, idades ou
telefones) até a quarta-feira de cinzas, quando somos tomados por uma ressaca fÃsica e moral.
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Na semana do aniversário do gênio Romário, meu artigo seria dedicado aos 40 anos
recém-completados de uma peça fundamental para o sucesso da seleção de 94. Mauro Silva, o
jogador de menos categoria no pior meio-campo campeão do mundo que este paÃs já produziu, é um
exemplo de como deve ser entendido o futebol moderno, que pode prescindir até mesmo do futebol em
nome do resultado.
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A
hincha do Boca Juniors está para as torcidas de futebol como Harvard para o mundo
acadêmico, afirmou em 2006 o chefe da principal
barra boquense. E com isso a Argentina,
que já viveu tempos melhores, está criando divisas em dólares com um novo serviço especializado
voltado ao mercado externo: consultoria para transferência de tecnologia organizacional para
torcidas de futebol.
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Já viajei bastante por esse mundaréu chamado Brasil e sempre fui bem acolhido.
Nos cantos soturnos do mato fechado, pitei fumo de corda e bebi das fontes mais sábias, ouvindo da
memória do povo as bonitas histórias de nossa gente.
Entre umas e outras, proseei com figuras altivas das reentrâncias maranhenses, dos pampas sulinos,
dos igapós isolados do Rio Araguaia e das terras secas e árduas do Raso da Catarina - e as ouvi,
em alto e bom tom, narrar jogadas tão belas e verossÃmeis quanto o famoso gol de Pelé na Rua
Javari.
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